Gnomos de epóxi, CDs de flauta de Pã, bijuterias…
Parece que todas as feirinhas de artesanato são
iguais, com barraquinhas e lonas espalhadas
pela praça. Mas imagine se essas barracas se
tornassem estandes montados em um local
descolado, freqüentado por público das classes
A e B.
“Como assim?!…” é o nome de um
evento semanal que tem como objetivo
profissionalizar o mercado informal.
Hoje, a feira rola aos sábados em um espaço
próprio, ao lado da Praça Benedito Calixto, e aos domingos no Shopping Center 3, na Av. Paulista, em São Paulo. Somente nesse último endereço são 218 expositores e 25 mil visitantes, que gastam cerca de R$ 1 milhão todos os fins de semana atraídos pelo charme de uma feirinha hippie com estrutura de shopping center.
Como começou ?
A feira faz parte de um projeto idealizado pelo
produtor cultural Tedd Albuquerque, que, após visitar um mercadoaberto em Londres, resolveu adaptar o conceito ao Brasil, onde as exposições de artesanato eram vistas de forma negativa. “Em 2000 encontrei a Marisa Monte em Camden Town.
Fiquei imaginando por que celebridades não freqüentavam a feira da Praça da República, por exemplo. Além da questão da segurança, o brasileiro valoriza bastante o status da locação. Para falar com um certo tipo de
público, não adianta expor na rua. Trabalhamos com a aspiração das pessoas.”